Acordeões do Mundo



Programa Geral 2019

Danças Ocultas | 30 Anos (Portugal)

Até 9 de novembro | 21h30 às 22h45 
Teatro-Cine de Torres Vedras  

Danças Ocultas estão entre os representantes mais inovadores e mais emocionantes da música contemporânea Portuguesa. Há já alguns anos que têm vindo a progredir no universo da World Music internacional com um conceito aparentemente muito simples: calmo, lírico, íntimo, entre o tradicional e o contemporâneo, com apenas quatro acordeões diatónicos.

Artur Fernandes, Filipe Ricardo, Filipe Cal e Francisco Miguel são os músicos que compõem Danças Ocultas. O nome do quarteto surge da criação de música para a qual a dança ainda não foi inventada. A inspiração vem da música de câmara, do Nuevo Tango e de outras músicas tradicionais urbanas. "Folk impressionista" é talvez o melhor rótulo para essa música de arte intemporal: minimalismo, pinturas sonoras profundas cheias de reviravoltas inesperadas e nobre melancolia. Música muito especial – é impossível escapar ao seu magnetismo.

Acordeão Diatónico: Artur Fernandes; Filipe Ricardo; Filipe Cal; Francisco Silva
Desenho de Luz: Alexandre Coelho
Sonoplastia: Nuno Rebocho  

Janusz Prusinowski Trio: Harmonia Polska (Polónia)

Até 8 de novembro | 21h30 às 22h45

Teatro-Cine de Torres Vedras  

Músico, cantor, compilador de música tradicional e fundador de uma casa de espetáculos em Lublin (Polónia), Janusz Prusinowski e a sua equipa foram, nos últimos anos, essenciais para o renascimento da música popular polaca.

Prusinowski toca harmonia polska, um tipo de acordeão fabricado em pequenas oficinas da Polónia, personalizado ao gosto do cliente, em zonas onde o trabalho artístico em madeira, metalurgia e couro era muito comum. Atualmente, este tipo de acordeão já não se fabrica, motivo pelo qual estes instrumentos são raros e muito procurados por colecionadores, músicos e melómanos.

Além fronteiras, o grupo de Janusz Prusinowski tem levado a sua música a diversos países e continentes. O músico tem sido alvo de grande reconhecimento e, em finais de 2014, é premiado com a medalha de Bronze Gloria Artis, do Ministério da Cultura e património polaco, galardão que reconhece uma vida dedicada à recuperação, promoção e valorização da música tradicional polaca. Em 2018 é um dos nomeados para o prémio Bem Comum, pelo governo polaco


Janusz Prusinowski: voz, harmonia Polska.
Michał Żak: instrumentos de sopro
Piotr Piszczatowski: percussão tradicional

Melingo (Argentina)

Até 2 de novembro | 21h30 às 22h45

Teatro-Cine de Torres Vedras  

O músico argentino apresenta-se de novo em Portugal, em quinteto, com novo repertório e, claro, as suas músicas mais conhecidas.

Ao vivo, Melingo, voz marcada pela vida, é um portento de alma e emoção, que consegue incorporar o lado maldito do rock de Nick Cave e da chanson de Serge Gainsbourg na criação elevada por Gardel até à condição de banda sonora por excelência das vielas de Buenos Aires. Em Paris, Melingo ainda aprendeu algo do cabaret que faz com que a sua música soe melhor com luzes baixas e um copo na mesa em frente a nós. As suas canções pegam no tango e retorcem-no, sem nunca o descaracterizar. Melingo soa perfeito por cima de bandoneon e baixo, por cima de trombone ou guitarra. Ao vivo, é um ator possuído que vive as histórias negras de que falam as canções. No britânico Guardian afirmou-se que "a extravagante teatralidade dos seus concertos irá conduzir Melingo ao sucesso internacional." Sem dúvida.

A editora Mañana foi criada por Eduardo Makaroff dos Gotan Project para explorar a nova vitalidade do tango e a sua primeira aposta recaiu, precisamente, sobre Daniel Melingo. Melingo, como já se escreveu, é o seu próprio mito: foi estrela dos palcos rock alternativos da Argentina na década de 80, ajudou a inventar a movida de Madrid, e estudou todos os mestres, de Gainsbourg a Nick Cave, de Tom Waits à lenda do tango El Polaco. Em 2005 Melingo editou o aplaudido Santa Milonga e imediatamente estabeleceu uma imagem reinventada, já longe do rock, embora ainda perfeitamente rebelde. Com o segundo álbum, Maldito Tango, a transformação completou-se e Melingo surgiu como uma alma danada, fugida das imagens clássicas do tango para pegar no legado de Gardel e reinventá-lo, com teatro, com alma, com estilo. A propósito de uma passagem sua pelo Royal Festival Hall, em Londres, escreveu-se no Guardian que Melingo tem em Maldito Tango um excelente álbum, mas que ainda assim não nos prepara para a pura eletricidade da sua performance.

 

Voz, Clarinete: Melingo
Guitarra, Bouzouki: Muhammad Habbibi Guerra
Teclados, Baixo: Juan Ravioli
Bateria, Samples: Rodrigo Gomez
Bandoneon: Facundo Torres